quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Odebrecht é excluída de licitações no Peru e alvo de ação no Panamá

O presidente do Conselho de Ministros do Peru, Fernando Zavala, anunciou nesta quarta-feira (28) mudanças na lei de licitações no país para excluir a Odebrecht e outras empresas ligadas à corrupção de obras públicas.
A nova Lei de Contratações do Estado visa "impedir que empresas sancionadas por atos de corrupção participem de novas licitações ou concorrências públicas", declarou Zavala em entrevista coletiva. "Odebrecht e outras não vão poder participar de novas licitações enquanto permanecerem sanções por atos de corrupção".
O ministro também afirmou que se estuda um orçamento especial para os trabalhos de investigação do Ministério Público e da Procuradoria, encarregados dos casos ligados à Lava Jato no país. O ministério da Justiça anunciou na terça (27) a criação de um grupo especial para analisar as denúncias de subornos pela Odebrecht no Peru entre 2005 e 2014.
A Odebrecht participou de cerca de 40 projetos nos 10 anos investigados, envolvendo mais de US$ 12 bilhões em gasto público, segundo o procurador anticorrupção Amado Enco.
Panamá
 No mesmo dia, a empresa brasileira foi alvo de ação do Ministério Público do Panamá, que inspecionou os escritórios da Odebrecht no país, além de três bancos, segundo veículos de comunicação locais.
A operação foi realizada pela Procuradoria Especial Anticorrupção (FEA), criada no mesmo dia para investigar exclusivamente os casos de suposta corrupção que envolvem a Odebrecht, como o pagamento de US$ 59 milhões em subornos a funcionários.
Um dia antes, o governo do Panamá afirmou que pretende cancelar contrato de US$ 1 bilhão da Odebrecht para construção e concessão da usina de energia hidrelétrica Chan 2. O contrato foi assinado em 2014, mas até hoje as obras não foram iniciadas.
Na ocasião, o governo também anunciou que vai proibir o grupo brasileiro de participar de novas licitações no país e "adotar as medidas necessárias" para que a empresa "desista do processo de qualificação para a licitação para a construção da ponte sobre o Canal do Panamá e para a linha 3 do metrô".
Em comunicado, a Odebrecht disse que vai colaborar com a Justiça e que "está implantando as melhores práticas de 'compliance', baseadas na ética, na transparência e na integridade".

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Analistas apontam Lava Jato e Trump como ‘fatores de risco’ para finanças

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso durante sua festa de vitória em Nova York, pediu que a nação se una e prometeu
O presidente eleito nos EUA pode ser um risco
Foto: Reprodução Facebook
São Paulo - O cenário sombrio do fim de 2015 ficou para trás, mas novas incertezas devem entrar no radar do investidor brasileiro em 2017. Os analistas enxergam que o governo de Michel Temer deve continuar avançando na agenda econômica, mas os desdobramentos da Operação Lava Jato podem frustrar os planos no meio do caminho.
Do lado externo, novas pressões podem mexer com os mercados financeiros, mas a principal delas está nos Estados Unidos, agora sob o comando do republicano Donald Trump.
Apesar de a equação parecer de difícil solução, os analistas do mercado avaliam que, em linhas gerais, muito do que marcou as aplicações financeiras neste ano deve se repetir ou, ao menos, acontecer com menos sobressaltos.
Na Bolsa, a confirmação da estabilização ou retomada da economia e o avanço da reforma da Previdência devem garantir mais fôlego às ações. O tamanho da valorização varia de analista para analista. Os mais otimistas enxergam potencial para a Bolsa bater sua máxima histórica, aos 74 mil pontos, durante o segundo semestre.
"O mercado vai trabalhar muito com a discussão da reforma da Previdência, é um dos fatos mais relevantes para o ano que vem", afirma Paulo Corchaki, diretor da área de Wealth Management do UBS.
Neste jogo de expectativas, nem mesmo a consolidação de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro mostre, na melhor das hipóteses, um crescimento ainda tímido, na casa de 1%, deve abalar a confiança dos investidores.
"Mesmo que seja alguma coisa entre zero e 1%, registrar crescimento é melhor do que uma recessão de mais de 3%", completa Corchaki.
A renda fixa vai continuar como alternativa certeira para quem está em busca de rentabilidade com pouco risco.
"Fazendo tudo que precisa ser feito, o Brasil vai ter uma situação fiscal muito mais equilibrada, o que abriria espaço para quedas maiores de juros no longo prazo. Mas isso ainda é um caminho que vai demorar a se concretizar", afirma Gilberto Abreu, gerente de investimentos do banco Santander.
Parte dos analistas do mercado acredita que a taxa básica de juros da economia, a Selic - hoje em 13,75% -, deve recuar para a casa de um dígito já em 2017. No Santander, por exemplo, a projeção atual é que ela fique em 9,5% ao fim do ano que vem.
Qualquer que seja a estimativa, os títulos do Tesouro continuam a dominar todas as indicações. "No Tesouro, o investidor não tem perda monetária. As perdas estão associadas ao que se deixou de ganhar com aplicações que renderam mais", explica Juliana Inhasz, professora de Finanças do Insper.
Para quem estiver disposto a testar a renda variável, é a hora de olhar para os fundos multimercados, que mesclam renda fixa com apostas mais arrojadas, como ações, moedas e aplicações no exterior.
"O perfil mais conservador deve ter 5% em fundos multimercado", diz Abreu.

Lava Jato já condenou 120 réus e pede de volta R$ 38,1 bilhões

BRAZIL-CORRUPTION-MORO
BRASÍLIA. Os números da Lava Jato em quase três anos de operação impressionam e fazem com que escândalos considerados grandes, como o do mensalão, se transformem em pequenos casos diante do Judiciário. Nenhum deles, porém, é tão representativo para demonstrar a escala que atingiu a corrupção na Petrobras e em órgãos públicos quanto o pedido de ressarcimento feito por procuradores que atuam no caso: R$ 38,1 bilhões, incluindo devolução de recursos afanados dos cofres públicos e multas pelo cometimento das infrações já reveladas até aqui.
Para se ter uma ideia de como o montante é expressivo, basta uma comparação simples: o valor representa um terço do total do Orçamento da saúde, área social na qual estão os maiores investimentos públicos para 2017. Para desviar recursos de tamanha monta, foram necessários o pagamento de ao menos R$ 6,4 bilhões em propinas a ex-diretores da estatal e demais investigados. Os dados fazem parte do levantamento mais recente elaborado pela Procuradoria Geral da República, divulgado pela Agência Brasil. Metade desse valor foi bloqueado na conta de investigados: R$ 3,2 bilhões em bens mais diversos. Cerca de R$ 756,9 milhões foram repatriados do exterior por meio de acordos de delação premiada.
Condenações. Até aqui, o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu 120 condenações de investigados na primeira instância da Justiça, a maioria deles condenados mais de uma vez pelo juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Somadas, as penas passam de 1.257 anos de prisão.
Desde março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da Lava Jato, foram realizadas 79 prisões preventivas, 103 prisões temporárias e 197 conduções coercitivas. Durante o período, foram abertos 1.434 procedimentos de investigação e realizadas 730 buscas e apreensões. Segundo o balanço, 79 investigados fizeram delações.
Supremo. Se na Justiça federal de diversos Estados os processos da Lava Jato andam de vento em popa, quase dois anos após o início das investigações de pessoas com prerrogativa de foro o Supremo Tribunal Federal (STF) não condenou nenhum investigado na ação.
A abertura de investigações contra ministros, deputados e senadores citados em depoimentos de delação premiada ocorreu em março de 2015. De acordo com levantamento divulgado pelo gabinete do ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação na Corte, foram aceitas cinco denúncias contra parlamentares, que viraram réus na Corte. Mais cinco estão prontas para julgamento, e seis inquéritos foram arquivados.
Os dados também mostram que 24 dos 25 acordos de delação que chegaram à Corte para homologação do ministro foram aceitos. Apenas uma delação foi remetida à presidência da Casa por problemas processuais. Além disso, o STF também analisará o acordo de 77 executivos da Odebrecht, que chegou nos últimos dias ao ministro.
Lentidão
Problema. Criado para atuar como uma Corte Constitucional, o STF nunca teve vocação para atuar em ações penais, mas os ministros precisam se debruçar sobre processos envolvendo autoridades com foro privilegiado.

Tribunais

Maioria das decisões é mantida

BRASÍLIA. Os índices de aproveitamento dos procuradores da Lava Jato nos tribunais que avaliam decisões tomadas em primeira instância na Justiça Federal se mostram consistentes. Levantamento do jornal “Folha de S.Paulo” em setembro passado, considerando acórdãos publicados até agosto, mostra que 96% dos habeas corpus solicitados por acusados no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) foram negados.
Até aquele mês, 453 habeas corpus haviam sido impetrados e 414 deles já haviam sido julgados. No TRF-4, de 224 decisões proferidas, só 5% foram a favor da defesa. No STJ, todas as 141 decisões foram pró-acusação. No STF é onde os advogados têm mais êxito. Ainda assim, das 49 decisões até o fim de agosto, só 12% foram favoráveis a acusados.


A história da operação

Início. A Lava Jato começou a atuar em Curitiba, investigando, em março de 2014, um esquema em que uma rede de postos de combustíveis e de limpeza de automóveis era usada para movimentar recursos ilícitos pertencentes a uma organização criminosa.
Virada. Perante a Justiça Federal, foram processadas quatro organizações lideradas por doleiros, que são operadores do mercado paralelo de câmbio. Depois, o Ministério Público recolheu provas de um esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras.

*** O documento a seguir foi escrito pelo sócio-fundador da Empiricus – maior consultoria de investimentos do Brasil, com mais de 150 mil assinantes pagos. O relato é totalmente verídico e baseado em dados concretos. ***


Caro leitor, 
E se Michel Temer cair?
Você já parou para se perguntar quais seriam as implicações para o seu bolso?
A esta altura, imagino que você já tenha feito essa pergunta a si mesmo.
Se não a fez, sugiro que a faça agora…
É o seu patrimônio que está em jogo.
Mais do que isso, o seu emprego, a estabilidade financeira da sua família e até mesmo a escola do seu filho podem estar ameaçados.
O risco de o presidente Temer não terminar o mandato aumenta a cada dia.
As delações de executivos da Odebrecht já arranham a credibilidade do governo e há a possibilidade da chapa Dilma-Temer ser cassada pelo TSE.
E isso é apenas o que está ao nosso alcance hoje. Eventos materiais, que acontecerão nos próximos dias e meses.
Não bastasse, devemos nos preocupar também com aquilo que ainda não está no radar.
As ameaças ocultas, aquelas a que hoje atribuímos probabilidade zero, podem ter impacto devastador sobre uma base de governo que já se encontra extremamente fragilizada.
O que a maioria das pessoas ainda não percebeu, porém, é que independentemente de Temer cair ou não, haverá mudanças importantes no padrão de consumo de todos os brasileiros nos próximos meses.
Não se surpreenda se os seus destinos de viagem tiverem de ser alterados, a escola dos seus filhos for revista e a forma com que a sua família faz compras tenha de mudar, assim como o local.
Infelizmente, são desdobramentos naturais — e esperados — pela magnitude do novo choque econômico a que estamos expostos.
Talvez você não tenha percebido a dimensão do que estou falando…
Em meio à maior recessão econômica da história brasileira e de uma crise política sem precedentes, a hipótese de enfrentarmos a segunda queda de presidente em menos de um ano fica cada vez mais provável.
Trata-se de algo sem qualquer paralelo na história do País.
Se a queda de um presidente gera impactos importantes sobre o câmbio, os juros, a Bolsa e a confiança de consumidores e empresários, dentre outras variáveis econômicas…
… a segunda queda consecutiva de um presidente, em intervalo inferior a um ano, teria potencial para devastar a percepção de risco atrelada ao País.
Isso, obviamente, teria uma série de desdobramentos, incorporando um adicional pertubador de volatilidade sobre todo e qualquer ativo denominado em reais.
O Brasil está diante de uma escolha séria, com implicações imediatas no bolso de todos os cidadãos.
Seguiremos o caminho da Venezuela?

Ou vamos renascer a partir do choque?
As próximas linhas tratarão dessa escolha, revelarão as potenciais consequências para o seu bolso e apontarão exatamente quais passos você deve dar para proteger-se imediatamente do que ainda não foi revelado.

Antes de entrarmos nos passos práticos,
você precisa estar ciente de alguns pontos…

Primeiramente, NÃO estou afirmando que o presidente renunciará, será cassado ou sofrerá impeachment.
Essa não é a questão aqui.
Ninguém sabe o futuro.
Assim como é impossível antecipar o movimento dos mercados, absolutamente ninguém é capaz de prever com grande precisão qual será o desfecho da crise política atual.
Não estou aqui para julgar se o presidente reúne (ou não) elementos para ser deposto.
Essa é uma avaliação que foge à minha alçada e ao escopo deste documento.
Toda a minha argumentação em sequência se baseia nos potenciais desdobramentos econômicos de um risco que – veremos – cresce em velocidade espantosa.
Como estrategista-chefe da maior consultoria de investimentos do Brasil, a Empiricus, com mais de 1,5 milhão de leitores diários, meu dever fiduciário é alertar os meus clientes para os grandes movimentos econômicos — protegendo-os e permitindo que ganhem dinheiro com as oportunidades que deles surgirem.
Nenhum outro economista ou casa de análise financeira no Brasil acertou mais do que a Empiricus nos últimos 48 meses. Há um motivo por trás disso…
Dentre outros movimentos importantes, fomos os primeiros (e, por muito tempo, os únicos) a alertar para choques como:
  • “O Fim do Brasil”
  • A disparada do dólar a R$ 4 (quando a moeda ainda estava a R$ 1,9)
  • A destruição da Petrobras (antes do estouro do Petrolão)
  • O rali do impeachment
  • A recuperação do mercado no início de 2016 (quando rigorosamente todos os analistas recomendavam ficar fora da Bolsa)
O que a maioria das pessoas não percebe é que em NENHUM desses casos a minha equipe fez qualquer previsão econômica ou financeira.
Se houve algum mérito nesses acertos, foi o de termos levado em consideração possibilidades ignoradas pela grande mídia e pelo restante do mercado — recomendando aos nossos leitores a compra de seguros para o chamado risco de cauda (eventos improváveis de grande impacto).
Mais do que isso, nos posicionamos de forma clara e consistente.
Defendemos posições que muitas vezes contrariaram os interesses do governo, das grandes corporações e das demais instituições do setor financeiro (notadamente bancos e corretoras).
Naturalmente fomos pressionados por isso…
Sofremos ameaças físicas de militantes, tentativa de censura do governo e diversas tentativas de intimidação.
Somente encontramos condições para seguir em frente pela completa isenção de nossa consultoria, que não possui qualquer relação com bancos, corretoras ou demais companhias objeto de análise — não vendemos serviços financeiros e somos integralmente financiados pelos nossos leitores.
E neste exato instante, a história novamente se repete…
Identificamos um novo choque econômico de grandes proporções.
Esse choque terá implicações sérias sobre o bolso das pessoas — mas também gerará oportunidades pontuais para quem se posicionar corretamente.
O alerta das próximas linhas pode ofender determinadas audiências e parecer absurdo em primeiro momento…
Isso porque ele contraria o senso comum e os interesses do poder incumbente.
E, mais uma vez, é baseado em algo que a maioria das pessoas ainda não percebeu.

Por que você deve preferir
um fim terrível a um terror sem fim

Se queremos um Novo Brasil, precisamos de uma faxina irrestrita.
O processo de limpeza ética, moral e institucional não pode poupar ninguém.
Não tenho apego a Michel Temer. Tenho apego ao que é certo para o Brasil.
Não defendo nenhum partido ou ideologia. Sou pró-mercado. Meu único compromisso é com os meus clientes.
Hoje ninguém investe no Brasil. Justamente porque não sabe quem vai amanhecer na presidência de cada um dos poderes.
Peço um instante da sua atenção para o trecho do documento abaixo. Ele é parte da delação do ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Melo, sobre o envolvimento do presidente Temer na Operação Lava Jato:
As acusações de Melo foram posteriormente avalizadas pela versão do ex-presidente da construtora, Marcelo Odebrecht, em seu depoimento à Polícia Federal.
Veja
O Antagonista
Dizem os procuradores, em documento reproduzido pelo Estadão:
“O resultado da análise da movimentação bancária é convergente com os resultados obtidos pelos peritos do juízo no laudo pericial nº 1/2016. Neste laudo, uma das conclusões em comum às empresas Focal, VTPB e Rede Seg é que, ante a falta de documentos que atestem a entrega efetiva de todos os produtos e serviços contratados pela chapa presidencial eleita, nesse contexto, identifica-se uma linha de investigação que sinaliza o desvio de finalidade dos gastos eleitorais para outros fins que não os de campanha”.
Partindo do pressuposto que tais acusações atingem o cerne do poder em Brasília, a imagem do presidente vem sendo amplamente fragilizada.
Levantamento da consultoria Bites mostra que, no Google, as buscas sobre uma possível renúncia do presidente cresceram 200% nos primeiros dias de dezembro.
Após o vazamento das primeiras delações de executivos da Odebrecht, no Facebook já surgiram eventos “Natal sem Temer” e “Renuncia, Temer”.
A incerteza é crescente e já está presente na formação de expectativas dos investidores.
Responda, sinceramente:
Você faria um grande aporte de dinheiro ou assumiria um investimento produtivo relevante em um país cujo presidente pode cair a qualquer instante?
Não podemos achar que a atual pinguela conseguirá se manter diante dos maremotos que podem acontecer à frente.
Ela já tremeu com a primeira delação de executivo da Odebrecht.
Ainda faltam 76.
O que muitos não perceberam no entanto é que, a esta altura, a queda de Temer teria mais efeitos positivos do que negativos.
Teríamos, com isso, o último passo necessário para a consolidação de um Novo Brasil.
“Pera aí… mas isso não alimentaria grande volatilidade sobre os mercados?”
Sem dúvida.
Processos de ruptura são sempre traumáticos — especialmente quando envolvem a saída de um presidente no decorrer do mandato.
É justamente por esse motivo que você deve se posicionar imediatamente, de forma a proteger o seu patrimônio dos desdobramentos inevitáveis — e imediatos.
A grande questão é que a ameaça constante de queda do presidente já afeta os mercados, fomentando a incerteza dos investidores e inibindo a entrada de capital necessário para uma retomada consistente da economia.
Se a saída de Temer se materializar, viramos a página, podendo superar de vez o resquício da era do lulopetismo e da Lava Jato. Reduziremos substancialmente essa incerteza.
Enfim, tiramos a espada de Dâmocles da cabeça de Temer, eliminando o risco de, a qualquer momento, o próximo fato novo vir a derrubar o presidente.
Um fim terrível deve ser sempre preferível a um terror sem fim.
Lembra-se da escolha do início deste texto?
Se seguiremos o caminho da Venezuela ou vamos renascer a partir do choque?
O Brasil já fez a sua escolha pela não venezuelização, quando foi às ruas para tirar Dilma do poder e acabar com mais de 13 anos de populismo e irresponsabilidade fiscal.
As bases essenciais para a retomada do crescimento do País estão sendo colocadas.
De fatos materiais, já temos hoje uma inflação caminhando rapidamente para a meta, o que permitirá ao Banco Central acelerar o processo de corte de juro, e a aprovação definitiva da PEC do teto de gastos, talvez a medida mais importante no Brasil desde a lei de responsabilidade fiscal.
A despeito do choque negativo inevitável em primeiro momento, no longo prazo teríamos efeito extremamente favorável.
Mais importante do que Michel Temer ou qualquer outro nome que venha a emergir no caso de saída do presidente, é a agenda de reformas.

A retomada do Brasil se dará com ou sem Temer

Ajustes fiscais são difíceis por definição. Ninguém gosta de pagar mais imposto ou de ter um benefício cortado.
Portanto, os ajustes costumam acontecer em períodos de bonança, de maior crescimento econômico.
Querer cortar gastos públicos e aumentar impostos num momento de recessão é algo extremamente desafiador e impopular.
Portanto, um presidente impopular (como Temer) é a solução para aprovar as reformas necessárias: um alguém popular não iria colocar sua popularidade em risco com a defesa de temas espinhosos.
“Agora, se Temer cair, não haveria o risco de paralisação da agenda do ajuste fiscal?”
Não.
Se o presidente renunciar ou for deposto, é o Congresso quem escolherá o próximo comandante.
Por motivos óbvios, um presidente eleito pelo próprio Congresso terá apoio do Congresso.
Então, as reformas passam.
A esta altura, parece-nos haver dois cenários possíveis:
1) Temer e reformas, sem Lava Jato.
ou
2) Reformas e Lava Jato, sem Temer.
Note que em ambos os casos teríamos a agenda de reformas, que é o que efetivamente importa.
E o caso de eleições gerais?
Como definiu Marcus Melo, cientista político da Universidade Federal de Pernambuco e autor de diversas obras sobre presidencialismo de coalização, à Folha de S.Paulo:
“A ideia da aprovação de uma PEC (para eleição direta em 2017) ignora o básico: que são necessários 3/5 em duas votações na Câmara e duas outras no Senado estipulando uma reforma constitucional, além de a solução ter que contar com a anuência do STF. Não existe maioria para aprovar eleições diretas.
Assim como inexiste a segunda opção, que seria o impeachment de Temer. Pois não há maioria de 2/3 na Câmara e no Senado para garantir a admissibilidade e depois o próprio afastamento.
Já a saída de Temer via TSE independe de uma maioria parlamentar. Ninguém sabe qual seria a previsibilidade disso tendo o ministro Gilmar Mendes na presidência do TSE. Mas é o que pode se desenhar caso as evidências que estão aparecendo, e que ainda vão aparecer, sejam muito mais robustas na sequência de delações.
Nesse cenário, teríamos as reformas e a Lava Jato, mas sem a figura de Temer.”

A informação a seguir mudará completamente a realidade financeira de algumas pessoas nos próximos meses

Não é porque não está chovendo hoje que você pode ter um pinguela construída na rua em frente à sua casa.
Você não constrói um barco para atravessar as condições atuais do oceano.
Ele precisa resistir às piores condições náuticas.
Da mesma forma, o telhado da sua casa precisa resistir a uma grande tempestade, e não apenas à garoa do momento.
Quais implicações uma queda de Temer teria sobre o seu bolso?
E no caso de manutenção do presidente — com a incerteza persistente agravando as condições dos mercados?
O seu patrimônio e de sua família estariam totalmente blindados?
Como vimos, há uma série de elementos no radar que prometem uma enxurrada de volatilidade nos primeiros meses de 2017.
Você precisa estar posicionado para não sofrer os desdobramentos desse movimento, que já começou.
#1
Hoje, há uma forma prática de proteção do patrimônio com elevada rentabilidade.
É neste título que você deve alocar a maior parte do seu patrimônio para enfrentar a turbulência que se avizinha.
Chamo este passo de…

A Oportunidade da Década na Renda Fixa

Reforço: é neste título que você deve concentrar a maior parcela do seu patrimônio para estar plenamente confortável nos próximos meses.
Trata-se rigorosamente da mesma aplicação a que destinei a maior parte do meu patrimônio e da minha família neste exato instante.
É uma aplicação simples e muito segura.
Que deve ser feita IMEDIATAMENTE.
Preparei um relatório especial com todos os detalhes sobre essa aplicação, em que explico o passo a passo que você deve fazer para colocá-la em prática.
Gostaria de compartilhar com você esse material que tornou-se leitura obrigatória para o momento.
#2
Paralelamente, a volatilidade dos próximos meses abrirá uma janela de oportunidade muito rara.
É possível que você ainda não tenha se atentado para o tamanho dessa oportunidade que está à sua frente…
Com o avanço da agenda de reformas e o início do ciclo de corte na taxa de juros, temos uma combinação de fatores explosiva para alguns investimentos.
Historicamente, a correlação entre juros (em queda) e Bolsa (em alta) gerou alguns dos ciclos de valorização mais expressivos da nossa história.
Para você ter uma ideia da dimensão da importância da janela de oportunidade que está à sua frente, peço atenção para o gráfico a seguir:
Ele retrata o desempenho histórico da Bolsa brasileira em dólares, um termômetro dos acontecimentos de nossa política e economia.
Os campos em azul marcam as maiores tendências de valorização da história do índice Bovespa.
O que elas têm em comum?
Todas elas foram engatilhadas por alguma ruptura estrutural.
A maior tendência de valorização da história da Bolsa brasileira, em maior destaque no gráfico, se deu a partir da perspectiva de impeachment de Fernando Collor…
Foram exatos +3.415% de lucro desde a abertura do processo até a consolidação do Plano Real.
Ou seja, quem investiu o equivalente a R$ 100 mil na época do impeachment de Collor retirou R$ 3,4 milhões seis anos e cinco meses depois.
É um ganho praticamente impossível de ser obtido em qualquer outro contexto e com qualquer outra categoria de aplicação, que somente foi permitido por se tratar de um processo histórico de ruptura política e econômica.
O segundo movimento de valorização mais expressivo do Ibovespa também foi disparado por uma quebra estrutural de ordem política…
A valorização de +2.051%, registrada entre 2002 e 2008, teve como ponto de partida a publicação da “Carta aos Brasileiros”…
Nela, o presidente Lula se comprometeu a seguir com as políticas de estabilização da economia implementadas por seu antecessor FHC — quebrando, assim, com o chamado “risco-Lula”, que inundava os mercados com incertezas.
Alguma similaridade com o momento atual?
De 2008 para cá, enfrentamos anos e anos de vacas magras, sem qualquer processo de ruptura e sem uma tendência histórica de valorização expressiva para o Ibovespa.
Desde o impeachment de Dilma, a Bolsa brasileira já acumula valorização de +35% este ano, superior a qualquer outra categoria de aplicação, mesmo diante da manutenção da crise política e da incerteza persistente com a continuidade (ou não) do mandato Temer.
Qual será o próximo passo?
Deixe-me mostrar, em uma imagem, onde realmente estamos na história:
E qual a melhor forma de se expor a essa janela de multiplicação de capital?

As quatro ações que você deve comprar agora para surfar o rali dos próximos meses

São rigorosamente essas oportunidades que concentrarão o grosso da trajetória de multiplicação de capital nos próximos meses.
Elas estão explicadas em detalhes em outro relatório especial que compartilharei com você.
É por elas que quero ser cobrado.

Você está a um passo da decisão financeira mais importante da sua vida

Você pode ficar parado assistindo às coisas acontecerem.
Enquanto isso, outras pessoas estão ganhando dinheiro de uma forma consciente com a janela de oportunidade atual do mercado.
É uma opção sua.
Ou você pode tomar as rédeas para si e, com uma atitude simples, mudar de uma vez por todas o padrão financeiro da sua família.
Por favor, ao menos passe os olhos no trabalho seríssimo que eu desenvolvi.
Tenho convicção de que você terá toda a informação necessária à sua disposição para ganhar muito dinheiro – e de forma rápida.
O mais interessante é que você pode olhar minha pesquisa e receber tudo o que foi mencionado aqui, sem nenhum tipo de risco ou de obrigação.
Simplesmente deixe-me saber se você gostaria de experimentar a assinatura de meus relatórios quinzenais, através da série Palavra do Estrategista®.
Em caso positivo, você terá acesso imediato a:
1) Relatório quinzenal Palavra do Estrategista®, que o ajudará a blindar e multiplicar seu patrimônio, com inúmeras oportunidades que se apresentam para quem estiver devidamente preparado;
2) Relatório especial A Oportunidade da Década na Renda Fixa;
3) Relatório especial As quatro ações que você deve comprar agora para surfar o rali dos próximos meses;
4) Atualizações quinzenais de Marilia Fontes, para que faça os melhores investimentos de Renda Fixa;
5) Guia com o passo a passo para comprar sua primeira ação e operacionalizar as oportunidades em questão;
Bônus especial:
Newsletter DailyPRO, com tudo o que precisa saber diariamente, nas primeiras horas da manhã, direto em seu e-mail. O Daily conta com a participação de todos os analistas da Empiricus e traz uma visão dos impactos para o seu bolso dos eventos mais relevantes do dia.
Tudo isso pelo valor de R$ 12,00 por mês na assinatura anual.
Por que tão barato?
Por esse preço eu não estaria depreciando o meu produto?
Em termos práticos, desenhamos um valor que permita que você simplesmente experimente a série, para ver se ela realmente se enquadra na sua pretensão.
Além disso, desde a concepção do Palavra do Estrategista®, pensamos em um produto cujo conteúdo seja acessível a qualquer pessoa, de modo a potencializar seu poder econômico.
E estou convicto de que, em conjunto, os leitores que acompanharem a série e aplicarem suas ideias protegerão milhares de reais em patrimônio e ganharão outros milhões. Muito mais do que eu faria sozinho.
Apenas 12 parcelas de R$ 12,00 na assinatura anual somente nesta oferta.
Note que, em nossa loja on-line, o preço convencional da assinatura é R$ 15,00.
Caso prefira o pagamento à vista, ainda receberá mais 5% de desconto.
Fique à vontade para ponderar esta oferta, e você verá que não há risco algum.
Ao concordar com os termos aqui apresentados, você estará apenas aceitando experimentar meu trabalho para ver se gosta — mas com acesso na íntegra às oportunidades de multiplicação de valor.
Para que você comece a lucrar a partir de hoje mesmo.
“A cada dia que passa entendo que foi a melhor coisa que fiz quando decidi segui-los para aprender sobre investimentos. Att.”
Bruno B.
Eu espero que você considere minha oferta seriamente.
Do fundo do coração, tenho convicção de que esta será uma das melhores decisões financeiras que você tomará em toda a sua vida.
Para começar, simplesmente clique em um dos botões abaixo, que irá levá-lo a uma página segura para confirmar a sua assinatura.
Sua ordem será processada imediatamente, e você terá acesso a todo esse nosso trabalho na mesma hora.
#
Como nos grandes episódios anteriores de ruptura econômica, algumas pessoas farão fortuna com o movimento atual.
Outras quebrarão.
De qual lado você quer estar?

Odebrecht criou estrutura profissional para camuflar propina

Resultado de imagem para Odebrecht criou estrutura profissional para camuflar propina
GENEBRA - O Ministério Público da Suíça afirma que o sistema criado pela Odebrecht para pagar propinas em contratos envolvia uma ampla rede de contas e recibos falsos, espalhados por mais de dez países, entre eles EUA, Portugal, Holanda, Antigua, Belize, Ilhas Virgens Britânicas, Panamá, Chipre, Austria e Irlanda. No total, quatro etapas de pagamentos foram criadas para camuflar a origem dos recursos e quem os receberia. Na avaliação dos investigadores suíços, a construtora criou uma estrutura "altamente profissional" para cometer crimes.
Segundo a investigação, num primeiro momento, o dinheiro que seria usado para a propina era retirado das contas oficiais da empresa. Para isso, contratos fictícios de serviços eram feitos. Os contratos falsos eram inclusive apresentados aos bancos para permitir que as transações fossem consideradas como legítimas.
Num segundo momento, esse dinheiro desviado das contas oficiais era depositado em contas na Suíça. Empresas offshore foram criadas em diversos países e controladas pela Odebrecht para movimentar essas contas e para “concluir contratos falsos de serviços”. “As contas dessas empresas foram abertas com o objetivo ilegal de manter recursos fora da contabilidade ordinária e obscurecer fluxos de pagamentos”, indicou o MP suíço, apontando como o Departamento de “Operações Estruturadas” mantinha um controle sobre essas movimentações de Caixa 2.
Do nível 2 para o nível 3 da estrutura montada para o pagamento de propinas, o dinheiro era liberado somente com o pedido de um membro do conselho de administração da Odebrecht. Pagamentos poderiam ainda ser feitos diretamente para beneficiários de propinas que tivessem contas na Suíça. Segundo os dados obtidos dos servidores da empresa na Suíça, notas frias eram emitidas para justificar os pagamentos.
Nesse 3º nível do esquema, contas e empresas de fachada eram operadas a partir de Antigua, Andorra e Panamá. Fernando Miggliaccio, funcionário da Odebrecht preso na Suíça, confirmou tal esquema em suas delações.
Para operar nesse nível, codinomes foram criados para aqueles com acesso aos dados. Funcionários recebiam nomes como “Gigo” e “Giginho”. “Por esse método, não era mais possível para alguém de fora estabelecer uma conexão entre os recursos e a Odebrecht”, apontaram os suíços.
Numa etapa final, os beneficiários da propina recebiam os recursos diretamente em contas no exterior ou por meio de doleiros. O sistema ainda permitiu que houvesse uma importante redução na capacidade de traçar o fluxo do dinheiro e para identificar seus beneficiários. “O uso de amplo número de empresas controladas pela Odebrecht, assim como a administração de relações bancária com intermediários, aponta para um sistema que foi desenhado para camuflar os pagamentos em questão”, disse.
Responsabilidade. Na avaliação do MP suíço, o departamento criado para organizar o pagamento de propinas da Odebrecht orientou pagamentos e administrava a operação. “Eram eles também quem definiam os codinomes aos políticos e funcionários públicos”, afirmam os investigadores. Mas apenas a direção sabia quem recebia a propina.
O departamento começou a funcionar em 2008 e foi oficialmente citado num informe anual da empresa em 2010. Sete pessoas trabalhavam no esquema, de forma permanente. Suas funções envolviam criar os contratos fictícios necessários para justificar um pagamento, fazer notas fiscais, controlar transações e monitorar as contas no exterior. No caso dos doleiros, as senhas para os pagamentos eram mudadas semanalmente.
“As empresas acusadas montaram um sistema sofisticado e com um sistema de comunicação isolado para esconder fundos ilegais, o que aponta para um alto grau de profissionalismo”, escreveu o MP suíço.
Segundo os procuradores, não apenas a empresa brasileira não evitou os crimes, mas “sistematicamente operou” o esquema. “Propina e lavagem de dinheiro necessário para escondê-lo era parte evidente da estratégia da empresa para as atividades empresariais”.
Na avaliação do MP suíço, a empresa “não cooperou de nenhuma forma por meses depois da abertura e anúncio de investigações criminais”. Para Berna, apenas o confisco dos servidores e dados na Suíça, com “evidências decisivas” contra a Odebrecht é que levaram os funcionários a falar.
Além do Brasil, os suíços citam que, no Panamá, ex-membros do alto escalão do governo receberam 32,8 milhões de francos suíços entre dezembro de 2009 e 27 de agosto de 2012 da construtora e que existiriam indícios de crimes em outros locais. “Essas descobertas indicam que os pagamentos foram influenciados por processos de licitação de obras”, apontou o MP.
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT
“A Odebrecht não se manifesta sobre o tema, mas reafirma seu compromisso de colaborar com a Justiça. A empresa está implantando as melhores práticas de compliance, baseadas na ética, transparência e integridade.”

Veremos a implosão da política brasileira em 2017?

Resultado de imagem para Veremos a implosão da política brasileira em 2017?
Mesmo analistas políticos calejados andam com alguma dificuldade em acompanhar e entender essa season finale da política brasileira em 2016.
Juristas divergem publicamente sobre a legalidade de ações do STF, do Senado, da Câmara. Estamos diante de um cenário absolutamente impossível de fazer previsões de mais de algumas poucas horas. O clima geral é de confusão, de revolta e até de desespero. Aqueles militantes políticos seguem ainda mais confusos. 
Sobra ódio, falta memorando do partido informando como devem pensar. Nem senadores do mesmo partido se entendem. Agora imaginem o cidadão comum, aquele que não dá tanta bola pra política, que vota, que reclama da situação do País, mas que mal lê jornal ou no máximo tem o Jornal Nacional como referência e o Whatsapp ou o Facebook como principal fonte de "informação" (não que a turma que se "informa" por outros meios esteja muito melhor). Não faltam casos em que o dito "cidadão comum" é capaz de análises políticas mais refinadas e pé no chão do que a maior parte dos analistas com múltiplos diplomas por ser ele, em geral, o alvo de políticos e a vítima de políticas das mais diversas. 
A experiência, no caso, vem da própria pele. Mas imaginem que se entre muitos de nós (classe média, intelectuais, acadêmicos, profissionais liberais com algum status, jornalistas, etc) a desesperança e a desconfiança em relação à política e políticos começa a despontar com força, imagina quem é vítima de primeira ordem de toda essa confusão, de todas as medidas que beiram o criminoso (como teto de gastos, como reforma da previdência que condena os mais pobres a morrerem sem nunca se aposentar, etc)?
Alguns autointitulados especialistas (em geral jornalistas com veia terrorista sem responsabilidade alguma, apenas subservientes ao seu partido) começam a "temer" este sentimento de "fora todos", de que "todos os políticos são iguais" e etc. Antes de mais nada, o sentimento de revolta da população contra políticos, assim como a visão de que são todos bandidos não é nova. Nem de longe. 
O esporte favorito do brasileiro (depois do futebol) é falar mal de políticos. Sempre foi assim e provavelmente sempre será. Claro, o que vemos é um processo de radicalização dessa desconfiança/crítica bem brasileira (tipo quando o carioca encontra um amigo na rua e diz pra aparecer mais e ele nunca aparece) que pode, sem dúvida, levar a uma desconfiança, digamos, mais ativa das instituições. Não creio (ainda) no fenômeno Trump. 
Não penso que o Bolsonaro ou qualquer outro com veia mais radical (ou mesmo fascista) tenha ainda capacidade de atrair votos suficientes para se eleger ou sequer chegar num segundo turno. 
Pode, no entanto, ganhar força política e ter poder de barganha, mas penso que ainda exista um teto. O problema é que não podemos viver de esperanças de que o extremo não 
vença e não temos muitas opções para combater esse crescimento do extremismo político, especialmente porque o extremismo tem se manifestado também à esquerda. 
Um extremismo petista que há tempos eu chamo de forma jocosa de neoPTcostalismo, mas que tem realmente tomado ares de patologia grave. Voltando à questão da desconfiança: o problema maior não é sua existência ou mesmo seu aumento, e sim a completa e absoluta falta de alternativas. 
Não há nenhuma alternativa viável que se possa vislumbrar, nem vindo da direita, nem da esquerda. Um lado tem apenas o radicalismo de Bolsonaro, o PSDB carcomido de sempre ou alguma porcaria minoritária risível como o homem do Aerotrem ou algum pastor. Do outro lado líderes de DCE que não passaram dos anos 90 e são incapazes de ver o quão são ridículos ou Lula, o salvador da pátria envolvido até o pescoço em corrupção, mas com uma legião de fanáticos.
O flaxflu político em que estamos imersos cria dois polos absolutamente radicalizados, mas com uma imensa parcela da população no meio sendo forçada a escolher um dos lados -- especialmente diante da completa desmoralização de políticos e mesmo da política -- e pese minha crença (porque no fim é isso, uma crença, uma esperança) de que os extremos ainda não tem tanto poder de atração, é impossível saber até quando.Diante da continuidade do impasse entre poderes e da completa corrosão da política brasileira em que realmente poucos ou quase nenhum se salva(m) é muito difícil ver maneiras de sair da crise em que nos metemos -- e cada vez mais soluções estremas parecem ser as únicas. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Esposas de Cunha, Cabral e Cachoeira vão da carruagem ao camburão com prisões

Três mulheres, três esposas: uma jornalista, outra advogada, uma empresária. Em comum, ganharam com o casamento um estilo de vida glamoroso, mas cheio de perigo. Durante anos, Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha; Adriana Ancelmo, casada com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral; e Andressa Mendonça, parceira do bicheiro Carlinhos Cachoeira, se beneficiaram com a vida bandida dos maridos.
Reprodução

Três mulheres, três esposas: uma jornalista, outra advogada, uma empresária. Em comum, ganharam com o casamento um estilo de vida glamoroso, mas cheio de perigo. Durante anos, Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha; Adriana Ancelmo, casada com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral; e Andressa Mendonça, parceira do bicheiro Carlinhos Cachoeira, se beneficiaram com a vida bandida dos maridos.

Reprodução
Joias caras, roupas de grifes badaladas, carros de luxo e tudo que o cartão de crédito, sem limites, podia comprar. Mas, em uma espécie de conto fadas ao inverso, viram o castelo de sonhos desmoronar com a série de operações policiais que investigam a corrupção no Brasil. Da noite para o amanhecer, literalmente, as rainhas da ostentação viram a carruagem se transformar em um camburão da Federal. Pularam das colunas sociais para as páginas policiais, tiveram os closets revirados, bens apreendidos, trocaram endereços nobres da Zona Sul carioca por uma cela no complexo penitenciário de Bangu, subúrbio do Rio.

E seguindo o figurino de outras mulheres de companheiros enrolados com a Justiça até a última echarpe Hermès, elas deixaram os modelitos cintilantes pelo pretinho básico na hora de prestar depoimentos à polícia ou visitar o marido na cadeia. No máximo, uma blusa branca para compor o “look”. Olhos atentos de quem vive no mercado luxuoso da moda enxergaram, porém, vestígios de quem se habituou à riqueza. Uma estilitista conhecida jura que Cláudia Cruz prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, usando discretos brincos de diamante negro, uma das pedras mais caras do mundo.

Reprodução
Investigações da Operação Lava-Jato indicam que a mulher de Eduardo Cunha gastou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões) desviados da Petrobras em compras de luxo no exterior. Cláudia Cruz, que depois do escândalo envolvendo o marido mudou até a cor dos cabelos, de loiro para castanho, jamais escondeu os sinais de riqueza. Ao contrário, fazia questão de exibir artigos de marcas famosas, como Chanel e Louis Vuitton, em fotos nas redes sociais.

De uniforme Criada em uma família de classe média em Copacabana, Zona Sul do Rio, a advogada Adriana Ancelmo se deslumbrou com a vida milionária que passou a ter depois que o marido, Sérgio Cabral, chegou ao governo do Rio. Quem conviveu com Adriana, antes da mudança de status, atesta que ela era simples, sem afetação, mas não resistiu aos salões luxuosos e restaurantes finos da Europa. Presa no último dia 6, suspeita de lavar de dinheiro e fazer parte de organização criminosa, a mulher de Cabral trocou os trajes de grife por um uniforme prisional.

A empresária Andressa Mendonça, mulher de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, condenado por chefiar um esquema de exploração de jogos ilegais e corrupção em Goiás e no Distrito Federal, apostou na dobradinha branco e preto durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que apurou, no Congresso Nacional, denúncias de corrupção ligadas ao contraventor. Andressa chamou a atenção pela beleza e foi chamada de “musa da CPI”. Acostumada às idas e vindas do marido para a cadeia, Andressa desistiu da sobriedade no vestir e sensualiza em fotos no Facebook.

Moda na política Para a especialista em cultura da moda Karla Beatriz, 35, “a roupa fala antes de se pronunciar qualquer palavra. Por isso, as pessoas recorrem às cores claras e escuras quando desejam passar a imagem de sobriedade”. No caso das mulheres de políticos e homens enrascados com as leis, o objetivo seria “descolar” da imagem de ostentação que construíram ao lado dos maridos. As esposas, acrescenta a especialista, “não querem ser vinculadas aos crimes dos companheiros”.

Autora de um trabalho de graduação que analisou a transformação nas roupas usadas pela ex-presidente Dilma Roussef, Karla Beatriz diz que as denúncias de corrupção provocam uma ruptura no estilo de vida dos envolvidos e, consequentemente, no estilo de roupa e acessórios. Vestidos exuberantes ficam no armário, brincos e anéis chamativos saem de cena, por escolha ou apreensão pela Polícia Federal. Segundo a perita em moda, a ostentação é um vício que vai além do excesso de consumo. “Não basta comprar, tem que mostrar.”