Preço da gasolina nos postos de gasolina subiu nesta semana, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (3) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o que aponta que a redução dos preços cobrados pela Petrobras nas refinarias ainda não chegou ao consumidor.
Segundo a pesquisa, o valor médio do litro da gasolina no país subiu de R$ 3,765 na semana passada para R$ 3,766 nesta semana. Na última pesquisa divulgada antes do reajuste anunciado pela Petrobras, o preço médio estava em R$ 3,774 – maior valor desde o início da nova política de preços da estatal, anunciada em outubro. Em duas semanas, o recuo foi de apenas 0,22% e não chegou a 1 centavo.
O preço do diesel, por outro lado, caiu após 3 semanas seguidas de alta, passando de R$ 3,121 o litro para R$ 3,112 (queda de 0,29%).
Já o preço do etanol caiu pela segunda semana consecutiva, passando de R$ 2,929 o valor médio do litro para R$ 2,920 (recuo de 0,31%).
A pesquisa da ANP foi feita entre os dias 29 de janeiro a 3 de fevereiro. A agência consultou 5.673 postos para calcular a média de preços da gasolina, 5.110 para o etanol e 3.571 para o diesel.
Nova política de preços da Petrobras
Desde outubro, a Petrobras pratica uma nova política de definição de preços dos combustíveis, com reuniões mensais para definir os valores da gasolina e do diesel cobrados nas refinarias. Na reunião anterior, realizada no dia 5 de janeiro, a Petrobras tinha aumentado o preço do diesel e mantido o da gasolina.
Na prática, o preço da gasolina e do diesel passou a flutuar como uma commodity no mercado nacional, alternando quedas e baixas, refletindo tanto os preços internacionais como também o câmbio e concorrência da Petrobras.
Na primeira reunião, em outubro do ano passado, a estatal reduziu em 3,2% o preço da gasolina e em 2,7% do diesel nas refinarias. No mês seguinte, fez uma nova redução na gasolina e diesel, respectivamente, de 3,1% e 10,4%.
Em dezembro, a empresa reverteu a tendência de queda e elevou os preços do litro da gasolina (8,1%) e diesel (9,5%). Na primeira reunião de 2017, no dia 5 de janeiro, a estatal manteve o preço da gasolina e elevou em 6,1% os valores cobrados pelo litro do diesel nas refinarias.
Composição de preços ao consumidor
Segundo a Petrobras, como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, os preços cobrados nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. "Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores", explica a estatal.
Os postos de gasolina repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia do combustível. Além da gasolina pura comprada de refinarias, as distribuidoras também compram de usinas produtoras o etanol, que é misturado à gasolina que será vendida ao consumidor, em proporção determinada por legislação.
As distribuidoras, então, vendem a gasolina aos postos, que estabelecem o preço por litro que será cobrado do consumidor.
Se a falta de trabalho atinge cada vez mais brasileiros, na Justiça do Trabalho o que não falta é serviço. O número de novas ações trabalhistas ingressadas na 1ª instância (varas de trabalho) vem batendo recordes no Brasil desde 2014, ano em que a crise econômica se instalou por aqui. De lá para cá, a fila do desemprego aumentou e a capacidade financeira das empresas caiu. Em razão disso, há mais trabalhadores recorrendo à Justiça por não terem recebido integralmente as verbas rescisórias após uma demissão.
Em 2014, foram 2,3 milhões de novos processos recebidos pelas varas de trabalho, montante 10,9% superior ao registrado no ano anterior, segundo o TST (Tribunal Superior do Trabalho). Em 2015, mais um recorde: 2,6 milhões de novas ações na primeira instância, alta de 12,4%. Para 2016, os números registrados até outubro indicam nova alta, de 5,3%, na comparação com o mesmo período de 2015: 2,34 milhões contra 2,22 milhões.
No ano passado, os seis principais questionamentos dos trabalhadores na Justiça são reflexos do não pagamento integral das verbas rescisórias durante rompimento de contrato de trabalho. Os direitos mais exigidos são: aviso prévio; multa do artigo 477 da CLT; multa de 40% do FGTS; multa do artigo 467 da CLT; férias proporcionais; e o 13º salário proporcional.
“Boa parte dos empregadores não cumpre a legislação trabalhista e não assegura todos os direitos a seus empregados. Para o desempregado, não resta nenhuma alternativa a não ser recorrer à Justiça”, afirma o professor de direito do trabalho Claudinor Roberto Barbiero, da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas.
Para o advogado Lívio Enescu, presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado de São Paulo, é comum no Brasil que as empresas demitam funcionários sem quitar devidamente todos os direitos estabelecidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “E essa crise econômica evidenciou isso”, diz.
A alta do desemprego é causa direta desse crescimento. No final de 2013, a taxa de desocupação era de 6,2%, o que representava 6 milhões de brasileiros desempregados à procura de serviço. O índice dobrou em três anos, chegando a 12% no final de 2016, ou 12,3 milhões de desocupados. Os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Calouro no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin é o novo relator da Lava-Jato. Especialista em direito civil e de família, ele terá a missão de conduzir o julgamento do maior esquema de corrupção da história do país, substituindo na função o colega Teori Zavascki, morto num acidente aéreo. Discreto e de fala mansa, Fachin já começou a trabalhar no caso. Sobre sua mesa repousam 48 inquéritos públicos e três ações penais contra políticos, além de uma leva de recursos contra prisões, um deles protocolado pelo notório Eduardo Cunha. O volume de trabalho no horizonte é assombroso, mas essa não é a principal preocupação do novo relator. De perfil técnico, ele sabe que seu maior desafio será resistir à pressão política destinada a estancar a sangria do petrolão. “Estou tranquilo”, disse, lacônico como de costume. Como mostra reportagem de capa de VEJA, as partes envolvidas no caso defenderam o nome de Fachin para o posto – por motivos diversos. Protagonistas do petrolão, senadores do PMDB consideram-no “intimidável”. Já os investigadores apostam que o ministro dará fôlego à operação, mantendo o rigor que tem demonstrado ao votar nos processos relacionados ao petrolão.
O filmePolícia Federal, a Lei É para Todosterá atores famosos, muitos tiros e explosões e bastidores nunca antes revelados sobre a Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção da história do Brasil. Dirigido por Marcelo Antunez e produzido por Tomislav Blazic, ele deve estrear em junho e integra o que pretende ser uma trilogia. Além de Ary Fontoura e Marcelo Serrado, intérpretes do ex-presidente Lula e do juiz Sergio Moro, protagonizam o longa os atores Flávia Alessandra (delegada Erika Marena), Antonio Calloni(delegado Igor de Paula) e Rainer Cadete (procurador Deltan Dallagnol). Todos os atores acompanharam o dia a dia da Lava Jato, tiveram contato com os investigadores e fizeram até um tour pela carceragem da Polícia Federal em Curitiba. O site de VEJA publica um trailer promocional do filme.
No fim deste mês, a equipe vai gravar a cena mais importante: a condução coercitiva de Lula. As filmagens vão reunir mais de vinte atores e centenas de figurantes e mostrarão desde a chegada dos policiais ao apartamento do ex-presidente até o seu depoimento no aeroporto. A VEJA teve acesso à íntegra da gravação de todo o processo, feita por câmera digital acoplada ao uniforme de um agente da PF. Lula, que abre a porta antes mesmo de os agentes baterem, estava vestido para ir à academia. Critica, às vezes com xingamentos, a operação, os delatores e o Ministério Público Federal e pergunta: “Não trouxeram o japonês de Curitiba?”. Um policial responde que não. Lula diz: “Ainda bem. Capaz de ele roubar as minhas coisas aqui em casa”.
Maria Lúcia Guimarães Tavares, ex-secretária do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, o departamento de propinas da empreiteira, prestou depoimento ao juiz federal Sergio Moro nesta sexta-feira. Por videoconferência, ela falou na condição de testemunha de acusação na ação penal que tem como réus, entre outros, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, o marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura.
Diante de Moro, Maria Lúcia, que trabalhou por onze anos no setor de propinas e foi a primeira funcionária da Odebrecht a fechar acordo de delação premiada, disse que encaminhou pagamentos relacionados à planilha “Programa Especial Italiano”, mas não conhece Palocci e não sabe a quem se refere o codinome italiano. Segundo o Ministério Público Federal, este era o apelido do ex-ministro na empreiteira.
“Só conheço da televisão”, respondeu a ex-secretária, quando Palocci foi colocado diante da câmera para que ela o reconhecesse. Ela também disse não saber quem é e nunca ter visto o ex-assessor de Palocci Branislav Kontic, também réu na Justiça Federal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu uma nova polêmica na quinta-feira ao criticar publicamente o ator Arnold Schwarzenegger pela queda da audiência de The Apprentice (O Aprendiz, em inglês), o reality show que ajudou o atual presidente a ficar conhecido no país.
Schwarzenegger, que foi governador da Califórnia e é um conhecido ator de Hollywood, em especial graças a campeões de bilheteria como o Exterminador do Futuro, foi chamado para substituir Trump no programa de TV, mas os números da audiência não têm sido bons.
Ataque em evento religioso
"Contrataram um grande astro do cinema, Arnold Schwarzenegger, para ocupar o meu lugar e já sabemos no que deu", disse Trump ao discursar durante o National Prayer Breakfast (Café da Manhã de Orações Nacional, em inglês), evento anual que acontece em Washington.
Na plateia, estava o produtor do reality show, Mark Burnett.
O café da manhã é realizado na capital federal dos EUA desde 1953, na primeira quinta-feira de fevereiro e reúne 3.500 convidados, entre eles estrangeiros de mais de 100 países.
O anfitrião do evento é o Congresso dos EUA e a organização fica a cargo da Fellowship Foundation, organização conservadora cristã mais conhecida como "The Family" ("A Família", em inglês).
"A audiência caiu. Mark (Burnett) nunca mais voltará a apostar contra Trump. Eu queria rezar por Arnold e, se possível, por essa audiência", acrescentou Trump, que classificou ainda a contratação de Schwarzenegger como um "desastre completo".
O ator, no entanto, não ficou calado.
Minutos depois, respondeu com um vídeo de 15 segundos publicado na sua conta do Twitter.
"Oi, Donald, tenho uma grande ideia: por que não trocamos de cargo? Você se encarrega da TV, porque é um especialista em audiência, e eu faço o seu trabalho. E, assim, a gente poderá enfim voltar a dormir tranquilamente", disse Schwarzenegger.
Segundo confronto
Este não foi o primeiro embate entre Trump e Schwarzenegger.
Image captionTrump disse que a audiência do 'Aprendiz' americano caiu com a apresentação de Schwarzenegger.
Em janeiro, depois da estreia do ator na nova temporada do reality show, Trump já tinha dado uma alfinetada contra seu sucessor.
"Bem, já chegaram os índices de audiência e Arnold Schwarzenegger foi 'afundado' (ou destruído) em comparação com a máquina de audiência DJT" (as iniciais de Donald John Trump), disse ele.
Em resposta, Schwarzenegger divulgou um vídeo em que lê o discurso de posse do presidente Abraham Lincoln, em 1861, e agrega que este "me inspirou todos os dias quando fui governador e espero que inspire você".
Em uma mensagem no Twitter, Schwarzenegger ainda desejou boa sorte a Trump dizendo esperar que ele "trabalhe para TODOS os americanos de uma maneira tão agressiva quanto trabalhou pela sua audiência".
Audiência
Trump tem razão ao observar que os índices de audiência alcançados por Schwarzenegger em The Apprentice foram menores do que o esperado.
Trump comandou 14 temporadas do show até entregá-lo para Schwarzenegger. O programa de estreia foi visto por 4,93 milhões de pessoas em janeiro.
Esta audiência é 43% menor que a da estreia do reality em 2015, segundo a revista Variety.
Será preciso esperar até o fim da nova temporada do programa para ver como vai ficar a audiência de Schwarzenegger. Neste momento, será interessante verificar também como estará a popularidade de Donald Trump.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ajuizou na tarde desta sexta-feira (3), na Justiça Federal do Amapá, uma ação popular pedindo a suspensão da posse de Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pasta recém-criada pelo governo Michel Temer. Antes, Moreira Franco ocupava o cargo de secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Randolfe argumentou que a nomeação de Moreira Franco “é um artifício ilícito e uma ofensa ao princípio da moralidade e obstrução à Justiça, porque Moreira Franco é investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”.
"Esse ato é flagrantemente lesivo a moralidade administrativa, flagrantemente lesivo à moral pública. Este ato é claro no sentido de tentar inocentar e dar salvo conduto ao senhor Moreira Franco das investigações que estão em curso da operação Lava-Jato", comentou Rodrigues.
Ação foi protocolada pelo senador na Justiça Federal do Amapá (Foto: John Pacheco/G1)
A ação também vai adicionar uma representação ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por crime definido na Lei de Organizações Criminosas.
"Não é aceitável no ordenamento jurídico brasileiro que seja nomeado com o fim de alcançar o foro privilegiado alguém que está em vias de ser investigado pelo Ministério Público Federal", completou o senador.
Com a nomeação, Moreira Franco ganha status de ministro e passa a ter foro privilegiado, podendo ser investigado apenas com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
O novo ministro foi citado na delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht. As delações foram homologadas pela presidente do STF, Cármen Lúcia, nesta semana. Os depoimentos foram encaminhados para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora vai analisar quais pontos das delações serão investigados.
Em entrevista a jornalistas depois da posse, Moreira Franco foi questionado sobre se a sua nomeação se assemelhava ao caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, investigado na Lava Jato, chegou a ser indicado à Casa Civil pela então presidente Dilma Rousseff.
À época, oposicionistas do governo petista acusaram Dilma de ter tentado blindar Lula de investigações da Justiça Federal do Paraná, conduzidas pelo juiz Sérgio Moro. Os dois ex-presidentes, além de outros políticos, são investigados por tentativa de obstrução da Justiça.
“Há uma diferença muito grande”, disse Moreira Franco. Ele argumentou que no caso de sua nomeação, há a necessidade de que a presidência seja fortalecida. "Não há absolutamente nenhuma tentativa de resolver uma crise política, um problema político, porque nós não estamos vivendo crise política”, disse. “O governo acaba de dar uma demonstração de pujança, de força, de autoridade”, completou.
O presidente Michel Temer afirmou que a nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral é "apenas uma formalização", e que ele já atuava como ministro na prática exercendo o cargo que ocupava no governo até então, de secretário-executivo do PPI.
O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (3), ao dar posse a Moreira Franco como ministro da Secretaria Geral da Presidência, que a iniciativa é “apenas uma formalização”.
Na avaliação do presidente, o antes secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) já atuava como um ministro na prática. Com o novo status, Moreira Franco, que é citado em delação no âmbito da Operação Lava Jato, passa a ter foro privilegiado. Assim, só pode ser investigado com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Moreira Franco trabalha com Temer desde que o presidente assumiu o governo, em maio do ano passado. O agora ministro tinha cargo de secretário-executivo do Programa de Parceria para Investimentos (PPI).
O presidente também deu posse nesta sexta a outros dois novos ministros: Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos).
O presidente Michel Temer, durante a posse do novo ministro da Secretaria Geral, Moreira Franco (Foto: Beto Barata/PR)
Segundo Temer, Moreira “sempre” foi chamado de ministro, mesmo quando era secretário-executivo.
"Hoje, digamos, se trata apenas de formalização, porque na realidade o Moreira já era ministro desde então. Agora ele vem, na verdade, acrescido de outras tantas tarefas”, afirmou Temer no discurso.
O presidente citou que em viagens internacionais da comitiva presidencial o novo ministro chegou a chefiar delegações com ministros de outras pastas.
“Interessante que ao longo do tempo, o Moreira sempre foi chamado de ministro embora fosse apenas tipo um secretário-executivo. Eu via nas viagens internacionais que fizemos, ele até chefiava delegações de ministros que nos acompanharam e foram por conta própria a vários países para incentivar os investimentos que pudessem vir para o país", disse o presidente.
Michel Temer afirmou ainda que precisava estruturar “um pouco melhor” o Palácio do Planalto. Além de acumular as atribuições do PPI, a Secretaria Geral da Presidência ficará responsável pela administração interna do palácio, pelo cerimonial de eventos e pelas viagens presidenciais.
Ao fim da solenidade, questionado por jornalistas se a nomeação de Moreira era para protegê-lo de possíveis efeitos da Lava Jato, Temer limitou-se a responder: “Vejam meu discurso”.
O presidente Temer destacou no discurso a mudança do Ministério da Justiça para Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Além da alteração do nome, a pasta ganhou novas atribuições.
Temer alegou que a mudança ocorreu devido a fatos da “vida real” que, segundo ele, demandaram do governo federal ações na segurança pública.
“Até por uma razão curiosa, é interessante que muitas e muitas vezes os atos administrativos ou legislativos derivam precisamente dos fatos que na vida real vão ocorrendo. E os últimos fatos, especialmente neste mês de janeiro, estiveram a indicar a necessidade de o governo federal ingressar fortemente e expressivamente na área da segurança pública”, argumentou.
Temer ainda comentou que “nos últimos tempos houve “muito debate sobre a eventual possibilidade de se criar um ministério especializado para tratar da segurança pública” diante da crise penitenciária instalada no país.
Em janeiro, deputados da Frente Parlamentar da Segurança Pública da Câmara, conhecida como “bancada da bala”, foram ao Planalto pedir a Temer a criação de um Ministério da Segurança Pública. À nova pasta, argumentaram na época, deveria ser transferido o comando da Polícia Federal. Temer nunca se posicionou oficialmente sobre o assunto.
Faleceu na manhã desta quinta-feira (2), em decorrência de complicações causadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), a ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva. Ela sofreu um AVC no ia 24 de janeiro e desde então estava em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Marisa esteve ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que ele ingressou na política, quando foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo (SP). Durante os oito anos do mandato do presidente Lula, Marisa não participou ativamente de atividades políticas. Ela esteve mais voltada às tarefas internas do Palácio e era responsável por organizar a festa junina na Granja do Torto, uma das residências da Presidência.
Marisa atuou como militante do PT, mas nunca se posicionou enquanto liderança do partido.
Na primeira audiência do ano da
Operação Lava Jato na Justiça Federal em Curitiba, prestaram depoimento o
dono da UTC, Ricardo Pessoa, e o empresário Vinícius Veiga Borin, na
ação penal que investiga o ex-ministro Antônio Palocci. Pessoa e Borin
são testemunhas de acusação no processo que envolve, além de Palocci, o
empreiteiro Marcelo Odebrecht e mais 13 pessoas. Eles são acusados pelos
crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ricardo Pessoa confirmou que pagou propina entre 2004 e 2012 em
contratos da Petrobras com a UTC. As vantagens indevidas eram repassadas
às diretorias de Serviços e de Abastecimento da estatal. Ele afirmou
também que pagou, por meio de João Vaccari Neto, propina ao Partido dos
Trabalhadores (PT), mas negou que tenha tratado com Palocci do pagamento
dessas vantagens indevidas à legenda. Vinícius Borin, apontado como operador de offshores do
chamado “Departamento da Propina” da Odebrecht, reafirmou que operava
duas contas em que o beneficiário no papel seria Olívio Rodrigues
Junior, mas na realidade era a empreiteira quem recebia os recursos. De
acordo com Borin, que era sócio de uma consultora e representava bancos
estrangeiros no Brasil, Olívio comandava os pagamentos e a movimentação
nas contas a mando da Odebrecht. Para o advogado de Palocci e do assessor Branislav Kontic, José
Roberto Batochio, a audiência foi positiva para a defesa. “Os dois não
foram citados nos depoimentos. Ninguém tratou de qualquer assunto
ilítico com eles. Da sorte que a defesa não poderia esperar uma
audiência melhor”, disse. A reportagem da Agência Brasil procurou o PT para comentar as acusações, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Questionado sobre as conclusões dos investigadores de que Palocci
seria o “italiano” – nome que aparece na planilha da Odebrecht – o
advogado rebateu: “ontem me chegou às mãos um relatório da Polícia
Federal no processo do Guido Mantega, em que em 80 páginas, a Polícia
Federal escreve pelo menos 20 vezes que o 'italiano' é um senhor chamado
Vitor Sandrí. Quem diz isso é a Polícia Federal nesse relatório. Então
estou com a Polícia Federal, quando ela diz que o 'italiano' não é o
Palocci”, afirmou. A princípio, foram arroladas para esta quarta-feira cinco testemunhas
de acusação, mas o Ministério Público Federal (MPF) desistiu dos
depoimentos do executivo da UTC, Walmir Santana, e dos empresários
Marcos Pereira de Sousa Bilinski e Luiz Augusto França. Palocci, Marcelo Odebrecht e os demais réus foram denunciados após a
35ª fase da Lava Jato, deflagrada em setembro do ano passado, que
resultou na prisão do ex-ministo. Palocci e Marcelo Odebrecht estão
presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. De acordo o MPF, Palocci e a construtora Odebrecht teriam
estabelecido um “amplo e permanente esquema de corrupção” entre 2006 e
2015. O esquema envolveria o pagamento de propina ao PT. Os procuradores
afirmam que o ex-ministro teria atuado de modo a garantir que a
empreiteira vencesse licitação da Petrobras para a contratação de 21
sondas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma licitação
para contratar 149 seguranças, entre eles 47 armados com pistolas
calibre .380, para atuar na proteção dos ministros, funcionários e na
vigilância do prédio da Corte. O valor anual estimado com a contratação é
de R$ 12,9 milhões. O contrato prevê, ainda, que seguranças façam
diariamente a vistoria de volumes, correspondências e objetos suspeitos
recolhidos nas casas dos ministros, não deixem postos de trabalho sem
cobertura e evitem conversas com outros funcionários "que não digam
respeito ao serviço". Além disso, segundo o edital, devem fiscalizar a
rota da residência dos magistrados, "sempre em horários variados". >> Juiz que auxiliou Teori na Lava Jato deixa o STF
Luma de Oliveira voltou a debater com os seus seguidores sobre a
prisão do ex-marido, Eike Batista, acusado de lavagem de dinheiro e de
pagar uma propina de U$ 16,5 milhões ao ex-governador Sérgio Cabral.
Numa discussão na madrugada desta quinta-feira, no Instagram, a
ex-modelo fez uma defesa polêmica do caso, lamentando que "no Brasil os
empreendedores têm que se sujeitar às regras do jogo impostas por quem
deveria dar o exemplo". Luma classificou as práticas de corrupção como
"regras do jogo".
A defesa de Luma aconteceu depois que um seguidor disse que Eike "se deixou levar pelo poder".
"Acho
que você entendeu errado. Ele não se deixou levar pelo poder.
Infelizmente no Brasil, os verdadeiros empreendedores às vezes têm que
se sujeitar às regras do jogo impostas por quem deveria dar o exemplo",
disse Luma, que continuou:
"Acredito que os empresários gostariam
de concretizar seus projetos sem ter que passar por isso. Mas acredito
que o país está mudando para melhor e tudo será feito da maneira
correta. Concordo com você, maior é Deus. E ele (Eike) tem ele no
coração. Vamos em frente... Na fé..."
Luma faz defesa polêmica de Eike Batista Foto: Reprodução/Instagram
Ela também comentou o fato de Eike ter decido voltar de Nova York, nos EUA, e se entregar à Polícia Federal.
"Sim,
a atitude certa de voltar, mas acredito que em breve os empresários que
realmente geram empregos vão poder empreender sem ter que ficar na mão
de ninguém".
Luma faz defesa polêmica de Eike Batista Foto: Reprodução/Instagram
Em
outra reposta, Luma disse que a família segue "com a fé inabalável" e
agradece o apoio dos seguidores: "Obrigada por torcer a favor. Confio em
Deus e espero no tempo dele"
Mãe de dois filhos de Eike, Thor, de
25 anos, e Olin, de 21, Luma também explicou o motivo de estar dando
apoio ao ex-marido, mesmo que estejam separados há 13 anos.
"Um
casamento pode se desfazer, mas o respeito e amizade, não. No fim, todos
ganham, principalmente os filhos", disse ela, que foi casada com Eike
de 1991 a 2004.
Luma manteve o tom durante toda a discussão com os seguidores. E respondeu as perguntas com frases edificantes.
"Meu
querido, mais que querido. Desnecessário isso de algumas pessoas, não
é? Se não quiser ser luz, que fique na escuridão, mas não precisa querer
ofender. Mas se não se preocupe, não. Isso não derruba, e se
derrubasse, tenho aqui infinitamente mais pessoas para me levantar".
Luma faz defesa polêmica de Eike Batista Foto: Reprodução/Instagram
Policiais federais cumprem hoje (2) mandado de prisão preventiva
contra um acusado de participar da lavagem de R$ 10 milhões de diversas
operações em oito anos. Segundo a Polícia Federal, a chamada Operação
Mascate é um desdobramento da Operação Calicute, que investiga desvio de
verbas públicas pelo ex-governador Sérgio Cabral e seus assessores. O
acusado, cujo nome não foi oficialmente divulgado, seria o operador
financeiro de um esquema de repasse de dinheiro sujo para revendedoras
de automóveis de uma mesma família e também para a compra de imóveis
colocados no nome de um laranja. O dinheiro lavado nas
revendedoras de automóveis voltava para as mãos dos acusados através de
contratos fictícios entre essas concessionárias de veículos e
consultorias de fachada. No esquema de compra de imóveis, o dinheiro era
lavado durante a revenda desses bens. O mandado de prisão e oito mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Puxada pela alta dos preços, a maior do país, em Belo Horizonte (MG),
a inflação - medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S)
- fechou a última semana de janeiro com variação de 0,69%, resultado
0,06 ponto percentual acima da taxa divulgada na semana anterior,
encerrada no dia 22 do mesmo mês. Segundo dados da pesquisa,
divulgada hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação
Getulio Vargas (Ibre-FGV), em cinco das sete capitais pesquisadas houve
alta de preços entre uma semana e outra, com quatro delas apresentando
inflação acima das taxas da semana anterior. Além de Belo
Horizonte, registraram alta de preços Recife, a segunda maior alta do
país, com inflação de 0,82%; São Paulo (0,75%) e Rio de Janeiro (0,72%). Em
Brasília, embora a taxa tenha ficado abaixo da média das sete capitais,
a alta de 0,57% ficou 0,15 ponto superior à taxa da semana anterior,
que foi 0,42%. Também acusou taxa abaixo da média de 0,69% a cidade de
Salvador, a menor inflação do país, com variação de 0,5% entre uma
semana e outra. Segundo dados divulgados pela FGV, a alta de Belo
Horizonte, ao fechar janeiro com a maior taxa do país, teve influencia
de quatro das oito classes de despesa componentes do índice, entre as
quais se destacam os grupos: educação, leitura, recreação e transportes. Em
Salvador, a menor taxa do país, o resultado reflete desaceleração de
preços em seis das oito classes de despesa componentes do índice, entre
as quais se destacam os grupos vestuário e transportes, cujas taxas
passaram de -0,48% para -1,02% e 0,82% para 0,44%, respectivamente.
Foi publicada, no Diário de Justiça de hoje (2), a transferência do
ministro do Supremo Tribunal Ferderal (STF), Edson Fachin, da Primeira
para a Segunda Turma – colegiado da Corte responsável por julgar os
processos relacionados à Lava Jato. Esse era o último
procedimento formal que poderia causar maior demora na redistribuição
dos processos da Operação Lava Jato no Supremo, que ficaram sem relator
após a morte do ministro Teori Zavascki no último dia 19. O sorteio,
agora, pode ocorrer a qualquer momento. A transferência de Fachin
era a solução defendida internamente pela maioria dos ministros do STF
para que o sorteio da relatoria da Lava Jato pudesse ocorrer somente
entre os ministros da Segunda Turma, devido à decisão anterior que
determinou o colegiado como responsável por julgar, por exemplo, pedidos
de liminar relacionado à operação. A mudança de Fachin foi
autorizada pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, após os outros
quatro ministros mais antigos da Primeira Turma abrirem mão da
transferência. De acordo com o Regimento Interno, eles teriam
preferência caso quisessem mudar de turma, já que Fachin é o ministro
mais recente a ter ingressado no Supremo. Além de Fachin,
integram a Segunda Turma os ministros Dias Toffolli, Gilmar Mendes,
Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Qualquer um deles pode ser
sorteado para ser o novo relator da Lava Jato. De acordo com técnicos do
STF, a probabilidade de qualquer um deles ser escolhido pelo sistema
eletrônico do tribunal é estatisticamente muito próxima. Ao menos
364 pessoas são investigadas no Supremo no âmbito da Operação Lava
Jato, segundo o balanço mais recente divulgado pelo Ministério Público
Federal (MPF), muitas delas políticos no exercício do mandato
parlamentar.
A Câmara dos Deputados elege hoje (2) o futuro presidente da Casa
para o biênio 2017/2018. O prazo para inscrição na disputa terminou
ontem às 23h. Seis candidatos concorrem ao cargo: Jovair Arantes
(PTB-GO); Luiza Erundina (Psol-SP); Júlio Delgado (PSB-MG); Andre
Figueiredo (PDT-CE); Jair Bolsonaro (PSC-RJ); e Rodrigo Maia (DEM-RJ). O
líder do PSD, Rogério Rosso (PSD-DF), que foi um dos primeiros a
anunciar a candidatura, desistiu. O eleito será considerado o
representante da Casa para pronunciar decisões coletivas. Dentre os 513
deputados, é o que tem mais visibilidade. O presidente da Câmara define a
pauta que será discutida e votada em plenário, ou seja, tudo que é
votado na Casa passa por ele. Além disso, também é o primeiro na linha
de substituição do presidente da República. A sessão desta
quinta-feira, que também vai eleger a nova Mesa Diretora da Casa, está
prevista para começar às 9h. Cada um dos seis candidatos à presidência
terá dez minutos para defender sua plataforma. Além do comando da Casa,
os parlamentares elegem hoje a primeira e segunda vice-presidêncas e a
primeira, segunda, terceira e quarta secretarias. Para vencer, o
candidato precisa da maioria absoluta dos votos em primeiro turno. Se
houver segundo turno, ganha o mais votado. O processo eleitoral é secreto e pode ser iniciado com quórum mínimo de 257 deputados. Veja a lista completa dos candidatos à Mesa Diretora: Presidência Andre Figueiredo (PDT-CE) Jair Bolsonaro (PSC-RJ) Jovair Arantes (PTB-GO) Júlio Delgado (PSB-MG) Luiza Erundina (Psol-SP) Rodrigo Maia (DEM-RJ) Primeira vice-presidência Fábio Ramalho (PMDB-MG) José Priante (PMDB-PA) Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) Osmar Serraglio (PMDB-PR) Silvio Costa (PTdoB-PE)
Segunda vice-presidência André Fufuca (PP-MA) Eduardo da Fonte (PP-PE) Primeiro secretário Giacobo (PR-PR) Jaime Martins (PSD-MG) Kaio Maniçoba (PMDB-PE) Valtenir Pereira (PMDB-MT) Segundo secretário Carlos Sampaio (PSDB-SP) Mariana Carvalho (PSDB-RO) Terceiro secretário JHC (PSB-AL) João Fernando Coutinho (PSB-PE) Quarto secretário Daniel Vilela (PMDB-GO) Rômulo Gouveia (PSD-PB) Suplentes de secretário 1º Suplente: Pedro Uczai (PT-SC) 2º Suplente: César Halum (PRB-TO) e Tenente Lúcio (PSB-MG) 3º Suplente: Dagoberto (PDT-MS) 4º Suplente: Carlos Manato (SD-ES); Felipe Bornier (Pros-RJ) e Takayama (PSC-PR)